segunda-feira, 9 de junho de 2014

Produção de Petróleo em Sergipe está maior em 2014

Análise realizada pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS, com base nos dados da ANP, mostrou que a produção de petróleo no estado, em abril de 2014, superou 1,3 milhão de barris equivalentes de petróleo (bep), sendo 4,9% menor, em relação ao mês anterior (março/2014).
Comparando-se com o mesmo mês do ano passado, a produção se mostrou 14,6% maior. Nos primeiros quatro meses desse ano, a produção de petróleo já apresenta alta de 10,8% em relação ao mesmo período de 2013.
Outro detalhe importante é a maior participação da produção em mar, que respondeu no mês analisado por 34,1% do total produzido, enquanto que no mesmo mês de 2013 a participação era de 20,1%. A produção em terra respondeu por 65,9% do total, tendo recuado 14 pontos percentuais em relação a abril do ano passado.
Gás Natural
A produção de gás natural produziu 585.655 bep no mês de abril. No comparativo anual, a produção de gás natural cresceu 11,3%, enquanto na análise mensal houve pequena redução de 1,9%, em relação a março último. A produção dos primeiros quatro meses do ano está inferior quando comparada com igual período de 2013, estando 2,3% menor. Os campos marítimos foram responsáveis por 90,7% da produção total, enquanto a produção em terra respondeu por 9,3% do total produzido.

Fonte: Ascom Fies

sábado, 26 de abril de 2014

Royalties do petróleo para Sergipe foram recordes

O pagamento dos royalties ficou em R$ 14,5 milhões


Análise realizada pelo Boletim Sergipe Econômico, uma parceria do Núcleo de Informações Econômicas (NIE) da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS, com base nos dados da ANP, indicou que o pagamento de royalties do petróleo e gás natural, para o estado, foi o maior para meses de março em quinze anos, de acordo com a série histórica iniciada em 1999.

O pagamento dos royalties ficou em R$ 14,5 milhões, valor referente à produção do primeiro mês do ano. Em termos relativos, houve crescimento de 10,7% em relação a março do ano passado. No comparativo com o mês imediatamente anterior, fevereiro último, o repasse caiu 3,0%.

Royalties dos Municípios

No mês analisado, o município de Carmópolis apresentou o maior recebimento de royalties no estado, chegando à quase R$ 3,4 milhões. Em seguida aparecem Japaratuba e Aracaju, que receberam R$ 3,3 milhões e R$ 2,9 milhões em royalties, respectivamente, no mês de março.

Entre outros municípios, Pirambu foi compensado com R$ 2,2 milhões, enquanto os municípios de Itaporanga D’Ajuda e Estância receberam pouco mais de R$ 920 mil e R$ 897 mil e milhão, referente à extração de petróleo e gás.

Fonte: UNICOM/FIES

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O futuro da Petrobrás em jogo. Qual o papel do movimento sindical diante da crise?

A Petrobrás está em todas as capas de revista e jornais do país. E não é por uma boa razão: o gancho são as inúmeras denúncias de corrupção envolvendo a alta direção da companhia. Diariamente, surgem novas informações sobre negociatas. Pasadena, Renest, Comperj, rombo com a importação de derivados, e, mais recentemente, contratos da UTE-Piratininga estão no foco de investigações e denúncias.
A velha direita, buscando espaço eleitoral na base do vale-tudo, explora e estimula a crise. De quebra, relembrando o período nebuloso de FHC, aproveita este fato como justificativa para facilitar a defesa da privatização da companhia. Mas precisamos lembrar que, infelizmente, alguns fatos não foram inventados. Tanto é que a denúncia sobre Pasadena foi feita por nós em 2012, no mandato de Silvio Sinedino, e depois “esquecida” pelo representante da FUP que o sucedeu no C.A.
E foi “esquecida” não foi por acaso. Os atuais gestores da empresa são ligados justamente aos mesmos partidos que sustentam politicamente a FUP. Jogar a sujeira para debaixo do tapete, como querem os governistas, não ajuda; estão, na verdade, blindando o governo e não a companhia, não os trabalhadores petroleiros.
Essa política fragiliza ainda mais a Petrobrás! Por isso, afirmamos: não há defesa consequente da Petrobrás sem um movimento sindical independente! Defender a Petrobrás não é esconder os erros; é denunciá-los sempre com a defesa por uma Petrobrás 100% Estatal, com a defesa pela prisão de corruptos e corruptores. Nosso papel é atuar com independência.
Neste momento, a pergunta fundamental é: quem joga contra a Petrobrás e quem a defende? No campo dos inimigos, em primeiro lugar, a oposição privatista com apoio da mídia. Demo-tucanos que comandaram a Petrobrás durante o governo FHC e quebraram o monopólio, congelaram os concursos, geraram tragédias como P-36 e acidentes ambientais gravíssimos. Os mesmos que agora surgem, “combativos”, com o discurso da CPI da Petrobrás, mas que não querem investigação do “trensalão” e do Porto do Suape.
No mesmo time, podemos situar o Governo Federal e a presidente Dilma (PT), apoiada e eleita pela categoria petroleira, mas responsável direta pela privatização do Campo de Libra, sendo também diretamente responsável pelo descalabro administrativo. Além de penalizar os trabalhadores por meio do Procop.
Lula tampouco revogou a quebra do monopólio ou reestatizou a empresa, com a incorporação das subsidiárias como a Transpetro, além de ter loteado cargos para ex-sindicalistas da FUP e partidos da “base aliada”
No campo da defesa da Petrobrás, estamos nós petroleiros(as), que não temos nenhuma responsabilidade sobre disputas eleitorais partidárias. Somos responsáveis, sim, pelo crescimento da empresa e por seus inúmeros recordes, revertidos (infelizmente) aos acionistas.
Construímos esta empresa com nosso trabalho, submetidos a riscos de acidentes e com salários e direitos rebaixados. E conosco os movimentos sociais e outras organizações de trabalhadores e estudantes que defendem que o “O Petróleo Tem Que Ser Nosso” e uma Petrobrás 100% Estatal, sob o controle dos(as) trabalhadores(as).
Nenhuma CPI deste Congresso corrupto e fisiológico irá resolver o problema. Qualquer investigação independente só poderá ser realizada, além das instâncias policiais e do judiciário, por uma administração gerida por petroleiros(as) eleitos nas bases e um Conselho de Administração com ampla participação popular. Não podemos deixar que a defesa da Petrobrás seja levantada por oportunistas e eleitoreiros.
O movimento sindical independente do governo, da empresa e dos privatistas deve exigir: apuração e punição a todos os responsáveis pelos ataques à Petrobrás. Não defenderemos “A” ou “B”, todos com mãos sujas e telhado de vidro. Corruptos e corruptores devem ir pra cadeia. Trabalhadores, sindicatos, federações devem estar unidos. O que nos inspira é lutar pela Petrobrás a serviço da classe trabalhadora.
Fonte: FNP

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Tubo de aço de 2,3 quilômetros da Petrobras afunda no mar











*Acidente ocorreu em março no campo de Roncador, mas só agora foi confirmado pela estatal*

*Equipamento custou US$ 2 milhões e ligaria plataforma a oleoduto*

RIO - Um acidente com um tubo de aço de 2,3 quilômetros no campo de Roncador, no Oceano Atlântico, pode dificultar a capacidade da Petrobras de aumentar a produção de petróleo. No mês passado, o equipamento, operado pela companhia italiana Saipem SpA, contratada pela estatal, se desligou da estrutura que o ligava a uma plataforma flutuante e caiu no fundo do mar, ficando destruído, com perda total. O acidente ocorreu em 16 de março, mas só foi divulgado pela agência Reuters nesta quinta-feira.
Segundo fontes com conhecimento do assunto ouvidas pela agência de notícias, a falha pode retardar a expansão do campo de Roncador, custando dezenas de milhões de dólares, bem mais que os US$ 2 milhões pagos pelo tubo destruído, construído para ligar a plataforma a um oleoduto no fundo do mar.
A série de problemas de gestão e de engenharia que a empresa enfrenta é espantosa — disse o professor e pesquisador do Instituto Brasileiro do Petróleo na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Cleveland Jones. — Esse pode ter sido um acidente infeliz, mas ocorre quando os problemas organizacionais da empresa estão se tornando mais evidentes.
Em resposta à Reuters, a Petrobras afirmou que o acidente não vai afetar os esforços para aumentar a produção no campo de Roncador. A nova tubulação, do estoque atual da Petrobras, será entregue à Saipem, acrescentou a empresa. De outro modo, levaria cerca de seis meses para a encomenda e fabricação de uma peça substituta. A Saipem não quis comentar.

De acordo com as fontes ouvidas pela agência, o acidente retardará os trabalhos até o fim deste mês, no mínimo, enquanto a Petrobras e a Saipem elaboram um plano para remediar a situação.

Impacto nas contas

A produção de petróleo e gás da Petrobras voltou a subir em fevereiro, registrando alta de 0,7%, na comparação com janeiro. O desempenho, no entanto, poderia ter sido melhor, já que a produção do mês foi afetada pela parada de duas plataformas. A extração da estatal está estagnada há cinco anos.
Problemas técnicos como esses estão consumindo a receita da Petrobras e contribuindo para elevar sua dívida. Apesar de ter um plano de investimento de US$ 221 bilhões em cinco anos, a empresa tem tido pouco sucesso em fazer com que as novas descobertas marítimas gigantes resultem em aumento de produção.
A Petrobras informou em fevereiro que planeja aumentar a produção no Brasil entre 6,5% e 8,5%, para até 2,07 milhões de barris por dia (bpd), em 2014. Isso seria o seu primeiro ganho anual desde 2011. Com a produção dos campos mais antigos em queda, os atrasos com novos campos poderiam trazer risco a essa meta. Entre as grandes petroleiras, a empresa já é a mais endividada e menos rentável do mundo.
Sem melhorar o nível de produção, a Petrobras deve ter mais dificuldade para financiar seus planos de investimento e pagar os retornos aos investidores, sem um aumento da produção. O governo brasileiro, principal acionista da empresa, também precisa da produção para ajudar a custear um grande aumento de investimento em programas de educação e de saúde.
Atrasos em outras plataformas
A operação da plataforma P-55 “semisubmersível” em Roncador, projetada para produzir 180 mil bpd em um campo que produziu 255 mil barris por dia em fevereiro, já registrava atrasos de meses ​​quando o tubo foi perdido. A Petrobras esperava originalmente começar a produção no ano passado.
Se fosse Roncador um caso isolado, a Petrobras provavelmente seria capaz de lidar mais facilmente com a situação. Mas as plataformas P-58 e P-61 nos campos de Parque das Baleias e Papa Terra também estão atrasadas​.
No total, dois dos sete sistemas de produção previstos para começar no ano passado ainda estão desligados.
A P-58 começou a produção em 17 de março. A P-62, que chegou a Roncador em janeiro, sofreu um incêndio em um gerador de eletricidade. O Ministério do Trabalho tem barrado a unidade de produção de petróleo até que as questões de segurança sejam resolvidas.
O gerador fornecia energia enquanto os trabalhadores instalavam sistemas elétricos, âncora e outros itens essenciais no mar.
Esses sistemas não estavam completos quando a unidade foi lançada com grande alarde em estaleiro brasileiro em 17 de dezembro pela presidente Dilma Rousseff, que está ansiosa para mostrar as proezas de engenharia da Petrobras em um ano eleitoral.
— Todas as grandes empresas têm seus problemas, mas a Petrobras tornou-se uma criatura de políticos — disse John Forman, por muito tempo um executivo da indústria brasileira de petróleo e mineração e geólogo da consultoria J. Forman.
Enquanto a Petrobras conseguiu completar um número recorde de embarcações de produção nos últimos meses, vários têm ido ao mar sem os sistemas “submarinos” que controlam o fluxo do poço e canalizam o óleo para as plataformas, um problema sério em um setor no qual o custo de locação de plataformas pode custar meio milhão de dólares por dia ou mais.
— A ironia é que esses custosos erros são o resultado de tentar reduzir os custos — disse um alto funcionário da indústria com conhecimento direto dos contratos da Petrobras. — Eles forçaram todos a licitar seus serviços a preços mais baixos, e quando os navios finalmente chegaram eles não tinham nada para conectá-los.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/tubo-de-aco-de-23-quilometros-da-petrobras-afunda-no-mar-pode-atrapalhar-aumento-da-producao-da-estatal-12088217#ixzz2xw3wigs5