“Na briga do mar da Petrobras com a rocha da Vale, Sergipe não ia ser a ostra de jeito nenhum”. A afirmação foi feita pelo governador Marcelo Déda durante solenidade de assinatura do acordo entre as duas empresas para a exploração do potássio no Estado de Sergipe. O evento realizado na mina Taquari Vassouras, em Rosário do Catete, foi prestigiado pela presidente Dilma Roussef. Marcelo Déda chorou emocionado ao falar sobre a luta para ter o sonho realizado.
Emocionado em alguns momentos, Marcelo Déda informou que foram três anos lutando para realizar o sonho de ver Sergipe em destaque na área de fertilizantes. “Ninguém mais do que eu e de Zé Eduardo para comemorar tanto esse momento. Foram três anos, dois presidentes da República, dois presidentes da Petrobras e dois presidentes da Vale. Eu cheguei a perder as esperanças, mas valeu à pena a luta pelo avanço da nação no rumo da justiça e eu só tenho a agradecer à presidenta Dilma Roussef por contribuir para que Sergipe seja hoje um pólo de fertilizantes”, enfatiza lembrando que serão investidos R$ 4 bilhões de dólares.
“Esse projeto está sendo possível graças à garra e à fúria no bom sentido, do governador Marcelo Déda. O potássio ainda será por algumas décadas a grande energia que movimenta a economia. Esse é um momento muito especial para o país que fornece alimentos para si e para o mundo e fertilizante é essencial”, destaca Dilma Roussef lembrando que o ato desta segunda-feira, promove uma ação sem precedentes para impulsionar a economia sergipana, que futuramente vai sediar a mais dinâmica cadeia produtiva de fertilizantes do país.
De acordo com o presidente da Vale, Murilo Ferreira, atualmente o Brasil importa 70% dos fertilizantes que utiliza e atinge 90% na importação de potássio. “O acerto entre a Vale e a Petrobras permite o arrendamento por mais de 30 anos, para a exploração das reservas de carnalita, minério do qual se extrai o cloreto de potássio, cuja concessão é propriedade da Petrobras”, ressalta acrescentando que a Vale poderá dar continuidade a sua operação atual na mina Taquri-Vassouras e prosseguir com o desenvolvimento do Projeto Carnalita.
Detalhamento
O projeto está em fase de detalhamento de engenharia e será aprovado pelo Conselho de Administração da Vale ainda este ano. Para se ter uma idéia, quando entrar em operação, será a maior planta de extração de petróleo do Brasil. “A Vale explora a mina arrendada da Petrobras desde 1992, produzindo cloreto de potássio a partir dos sais de silvinita, num volume de cerca de 600 mil toneladas anuais”, informa Murilo Ferreira enfatizando que a estimativa é de que o Projeto Carnalita poderá adicionar um volume de 1,2 milhão de toneladas a produção de petróleo em Sergipe. E que a oferta permitirá ao Brasil economizar cerca de UR$ 17 bilhões ao longo de 29 anos.
A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster falou da importância do potássio para a agricultura brasileira e da importância do contrato para a mineração da carnalita.
O ministro das Minas e Energia, Édson Lobão lembrou que o Brasil é um dos maiores exportadores de grãos e produtores de potássio. “Nós pretendemos aumentar a produtividade de fertlizantes a exemplo do que acontecendo no Amazonas. Nós precisamos que a Vale se junte à Petrobras, ao Ministério das Minas e Energia, ao Ministério da Agricultura e ao Palácio do Planalto, para que os resultados sejam obtidos.
Por Aldaci de Souza do portal INFONET




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