terça-feira, 15 de dezembro de 2009

PETROBRAS DESCOBRE TECNOLOGIA PARA QUEIMA DE GÁS

A queima do gás natural associado ao petróleo extraído da Bacia de Campos será vinculada a uma tecnologia inédita: transformá-lo diretamente em óleo diesel, sem passar por processamento em refinaria. A nova tecnologia, chamada "Gas To Liquid" (GTL), será pela primeira vez instalada em uma unidade em alto-mar da Petrobras. A primeira unidade-piloto de pequeno porte da tecnologia denominada Gas to Li-quid (GTL), será instalada no complexo industrial de Atalaia, em Sergipe.

Segundo a diretora de Gás e Energia da estatal, Graça Foster, disse ao jornal Estado de São Paulo, a tecnologia permite transformar o gás em qualquer subproduto líquido. “No caso do Brasil, como somos deficitários em diesel, vamos priorizar o processamento desse derivado", disse. A alternativa permite comprimir um maior volume de gás em menor espaço, o que facilita seu transporte.

Os níveis de desperdício do insumo têm aumentado no país, por essa razão a queima do gás natural ainda representa um dos grandes desafios tecnológicos da Petrobras. Embora a companhia tenha firmado, no início da década, um acordo de redução gradual da queima do insumo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) - batizado de programa Queima Zero.

Com a nova tecnologia o objetivo da estatal é converter o insumo hoje desperdiçado em um tipo de óleo diesel sintético. Dados de agosto deste ano mostram que a Petrobras ainda queimava, no período, 9,85 milhões de metros cúbicos por dia. Segundo dados da ANP, os níveis de queima do insumo equivaliam, em agosto, a 17,267 % da produção nacional de gás natural. Apesar do esforço que resultou na diminuição do desperdício em mais de 2 milhões de metros cúbicos por dia.

Entretanto, o projeto depende, de acordo com a diretora da Petrobras, da instalação da unidade no mar (offshore) e a compressão do gás extraído de Campos. A tecnologia, ainda em fase de licenciamento junto aos parceiros estrangeiros, está disponível apenas como protótipo. A previsão é que em três anos a planta de GTL esteja instalada nas plataformas da Petrobras.

Fonte: Nicomex Notícias