petroleira OGX, do empresário Eike Batista, estima ter encontrado entre 500 milhões e 1,5 bilhão de barris de petróleo no projeto Vesúvio, em águas rasas da Bacia de Campos. A exploração do primeiro poço no local foi concluído na última semana. A companhia ainda tem mais dois anos de exploração do bloco, mas já prevê início da produção em 2011. A projeção divulgada pela OGX, representa cerca de 10% das reservas brasileiras atuais, calculadas em 14 bilhões de barris de petróleo.
Segundo o diretor-geral da OGX, Paulo Mendonça, o resultado, considerado excelente, revela o grande potencial petrolífero dos blocos da empresa, que contribuem para a redução do risco exploratório dos próximos prospectos a serem perfurados na região. Esta se trata da primeira descoberta em consórcio operado pela OGX. O volume anunciado pode enquadrar o projeto na categoria de campo gigante de petróleo, aqueles com reservas superiores a 100 milhões de barris. As reservas, porém, só devem ser incorporadas à carteira da OGX em 2010.
“O Brasil é o país do presente e a OGX a prova de que vale a pena apostar na competência dos brasileiros e na riqueza e abundância dos nossos recursos naturais”
Logo após a OGX divulgar as estimativas bloco BM-C-43, a empresa informou ao mercado, que a descoberta gigante de petróleo já havia sido realizada em parte pela Petrobras no passado. A área foi considerada subcomercial pela Petrobras, numa época em que o preço baixo do barril de petróleo ainda não justificava pesados investimentos. Além do preço desfavorável, a qualidade ruim do óleo da região, segundo geólogos, teria inviabilizado a exploração do óleo na década passada, já que o petróleo muito pesado, da ordem de 15 graus API, costuma exigir investimentos maiores para ser extraído.
No sul da Bacia de Campos, nas proximidades do BM-C-43, encontram-se também os campos de Peregrino, da norueguesa StatoilHidro, e Polvo, da norte-americana Devon. Ambos são comercialmente viáveis, mas, segundo os especialistas, podem enfrentar problemas de produtividade por causa da viscosidade do óleo. “O Brasil é o país do presente e a OGX a prova de que vale a pena apostar na competência dos brasileiros e na riqueza e abundância dos nossos recursos naturais. Esses recentes sucessos vão pavimentar o caminho do nosso robusto crescimento econômico e igualdade social – disse Eike Batista, Presidente do Conselho de Administração da empresa.
A OGX tem hoje 29 concessões exploratórias no País, nas Bacias de Campos, Santos, Espírito Santo, Pará-Maranhão e Parnaíba. No início do mês, anunciou a compra de participações em sete áreas terrestres no Maranhão, em operação que depende de autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Nicomex Notícias – Redação
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